| O
Prefeito de Duartina, Juninho Aderaldo, esteve
em Brasília na última quarta feira,
03 de fevereiro, na sede da Embrapa, onde foi
recebido pelo Chefe da Assessoria de Relações
Nacionais da Embrapa – ARN, Moacyr Vaz
de Sousa, pelo Chefe de P&D da Embrapa Agroenergia,
Dr. Esdras Sundfeld e pelo Pesquisador da Embrapa
Agroenergia, Dr. José Dilcio Rocha, responsável
pelo Projeto Biofrito, que apresentou todo o
projeto, em detalhes, para o Prefeito Juninho
Aderaldo.
Embora
existam vários projetos no País
que tenham o óleo de fritura como base
para a produção do biodiesel,
"nenhum chegou ainda a números favoráveis
em relação à captação,
porque para captar o produto é preciso
queimar combustível e o ideal é
que se rode com o próprio biodiesel a
partir do óleo reciclado", ressaltou
José Dilcio Rocha.
Com
base nisso, o Distrito Federal avança
com o projeto "Biofrito", cuja principal
premissa, conforme contou Rocha, é eliminar
parte do resíduo que vai para a rede
de esgotos, proporcionando benefícios
para o sistema de tratamento de águas
da capital de Brasília, hoje feito pela
CAESB (Companhia de Saneamento Básico
de Brasília).
De
acordo com o pesquisador, o "Biofrito"
está prestes a deixar a fase de testes
de lado para se concretizar como uma solução
viável ao descarte do óleo. Além
da Embrapa, são parceiros no projeto
o Sindobar (Sindicato de Hotéis, Restaurantes,
Bares e Similares de Brasília), a Emater
(Empresa de Assistência Técnica
e Expansão Rural), a Instituição
Federal de Educação Tecnológica/DF
e a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos).
Sendo
que a FINEP assinou, com todos os parceiros,
um contrato para o financiamento da construção
de uma planta fabril na Instituição
Federal, que terá capacidade para produzir
cinco mil litros de biodiesel por dia. A fabricação
diária terá como base também
o uso oleaginosas como matéria prima,
cujo plantio será incentivado, no Distrito
Federal, pela Emater-DF. "Vamos entrar
com um pedido na ANP (Agência Nacional
do Petróleo) para que todo o biodiesel
produzido seja utilizado nas frotas dos parceiros
do projeto", afirmou o engenheiro.
No
que se refere à comercialização
do combustível, Rocha disse: "no
momento em que tivermos capacidade de produzir
biodiesel em maior escala caberá a uma
empresa demonstrar interesse comercial no projeto.
No momento, o objetivo principal é mostrar
que o arranjo da coleta será utilizado
e aplicado de forma que a cadeia produtiva do
resíduo seja sustentável",
declarou.
Rocha
tem a perspectiva de inaugurar a usina até
o fim deste ano. "Essa planta demonstrativa
é fundamental para provar a viabilidade
e quais são as variáveis críticas
neste processo de captação",
observou.
"A
grande inovação desse projeto
é provar, por meio de uma rota comercial,
que com o Arranjo Produtivo Local - APL para
a recuperação do resíduo
é possível transformá-lo
em um produto de viabilidade econômica",
salientou.
Os
representantes da Embrapa consideraram interessante
a possibilidade do Prefeito Juninho Aderaldo
liderar um grupo de parceiros para que, em conjunto
com a SABESP, possam implantar um projeto semelhante
a esse na cidade.
O
Prefeito Juninho Aderaldo conseguiu o compromisso
da Embrapa de participar de uma reunião,
com dirigentes da SABESP, na Regional de Itapetininga-SP,
para apresentar uma proposta para a SABESP,
que pode vir a ser a principal beneficiária
pela retirada do óleo de fritura, das
águas residuárias, da Região
da Média Paulista. Na ocasião
o Prefeito Juninho Aderaldo acrescentou que
"na condição de Presidente
da AMMEP - Associação dos Municípios
da Média Paulista vai procurar envolver
a região, para que a mesma seja pioneira
numa parceria similar ao Biofrito, no Estado
de São Paulo". |